Rondônia: troca de partido de governador mantém plano do PL por candidatura própria

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Foto: Sidney Lins Jr./Democratas

Redação – O vice-líder da oposição no Senado, senador Marcos Rogério (PL-RO), garantiu, nesta segunda-feira, 2, que o Partido Liberal (PL) terá candidato ao Governo de Rondônia e ao Senado, mas faz mistério se ele encabeçará a chapa que concorrerá contra o grupo do atual governador, Coronel Marcos Rocha, que acabou de trocar o União Brasil pelo PSD, do ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Para o parlamentar, a troca não afetará a estratégia do PL de ter candidatura própria no Estado.

Marcos Rogério está em seu último ano de mandato como senador e tem despontado nas pesquisas tanto para o governo de Rondônia quanto para o Senado. Nas eleições de 2022, ele foi derrotado por Marcos Rocha, que acabou sendo reeleito. No Estado, há uma expectativa de que ele seja candidato a governador, mas isso contrariaria a estratégia nacional do PL de eleger o maior número de senadores possíveis em 2026. O outro nome do partido para o Senado é do produtor rural Bruno Scheidt, atual presidente da sigla no Estado.

“O PL terá candidatura própria ao governo de Rondônia, terá candidatura própria ao Senado da República. O PL está se organizando nos 27 estados da federação, e do Distrito Federal, para ter candidatura própria. As discussões em torno de nomes estão acontecendo, mas o fato já pode ser anunciado, que nós teremos candidatura própria”, afirmou.

Foto: Roque de Sá/Agência Senado

Em Rondônia, tanto o governador quanto o senador Marcos Rogério são apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena depois de ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por cinco crimes, como tentativa de golpe de Estado.

Na última sexta-feira, 30, Kassab anunciou a filiação de Marcos Rocha ao PSD, movimento que havia sido anunciado pela imprensa de Rondônia desde o ano passado, com a perspectiva de que o governador saia candidato ao Senado e apoie a candidatura do prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, para a sua sucessão.

No dia 12 de janeiro deste ano, Rocha anunciou que permaneceria na cadeira para não permitir que seu vice, Sérgio Gonçalves, assuma o posto. Agora, com a mudança de legenda, a expectativa é que o governador repense a decisão.

Para Marcos Rogério, a saída de Rocha de um partido de direita ou centro-direita é uma escolha pessoal e não interfere nas estratégias do PL em Rondônia. “Eu não posso aqui dar opinião sobre a escolha pessoal dele, foi a escolha que ele fez. Acho que ele escolheu um movimento político, obviamente que se identifica com ele. Agora, isso não interfere na posição do PL”, disse. Questionado sobre que candidatura vai optar no pleito de 2026, Rogério fez mistério: “Já, já Rondônia vai saber”, concluiu.

De acordo com informações do portal “Tudo Rondônia”, a saída do governador do União Brasil ocorreu porque ele não conseguiu o comando da legenda no Estado, que atualmente está sob a liderança do deputado federal Maurício Carvalho, mas que têm no comando Júnior Gonçalves, que é ex-secretário da Casa Civil, irmão do vice-governador Sérgio Gonçalves, atual desafeto de Marcos Rocha.

Fonte: AGÊNCIA CENARIUM

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