PF prende Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, em desdobramento da Operação Compliance Zero

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Foto: BRB/Divulgação

Redação – A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (16), a quarta fase da Operação Compliance Zero, resultando na prisão preventiva de Paulo Henrique Costa, ex-mandatário do Banco de Brasília (BRB). A investigação apura um esquema de irregularidades financeiras que envolvem a aproximação suspeita entre a instituição pública e o Banco Master.

Além de Costa, os agentes prenderam o advogado Daniel Monteiro. Segundo as investigações, Monteiro atuava na administração de fundos estruturados para ocultar a origem e o destino de capitais ilícitos, servindo como uma barreira para a fiscalização.

O Foco da Investigação

O ponto central do inquérito reside no descumprimento de normas de governança dentro do BRB. A PF suspeita que Paulo Henrique tenha facilitado operações sem garantias reais (lastro) para favorecer o Banco Master.

As ordens judiciais, que incluem sete mandados de busca e apreensão cumpridos no Distrito Federal e em São Paulo, partiram do Supremo Tribunal Federal (STF). Os crimes listados no processo são:

  • Corrupção ativa e passiva;
  • Lavagem de dinheiro;
  • Crimes contra o sistema financeiro;
  • Organização criminosa.

Histórico de Queda e Bloqueio do Banco Central

O desgaste de Paulo Henrique Costa começou em 2025. Em setembro daquele ano, o Banco Central barrou oficialmente a tentativa do BRB de adquirir o Banco Master, citando riscos no modelo de captação e dúvidas sobre a saúde dos ativos da instituição privada.

Dois meses depois, com o início da primeira fase da Compliance Zero, Costa foi afastado do cargo por decisão judicial e, posteriormente, desligado em definitivo da instituição. Vale lembrar que, em março deste ano, a terceira fase da mesma operação já havia levado à prisão de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

Posicionamento Oficial

Em nota, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, afirmou que o caso agora pertence à esfera do Judiciário. A gestão estadual ressaltou que tem colaborado integralmente com as autoridades e que todas as medidas administrativas necessárias foram tomadas desde o surgimento das primeiras suspeitas.

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