PDT questiona rito de eleição na Alerj perante o STF

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Foto: Thiago Lontra/ALERJ

Redação – O cenário político do Rio de Janeiro ganhou um novo capítulo jurídico nesta segunda-feira (20). O Partido Democrático Trabalhista (PDT) protocolou uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) no Supremo Tribunal Federal, contestando a validade da eleição que levou o deputado Douglas Ruas (PL) à presidência da Assembleia Legislativa (Alerj).

O Ponto Central da Controvérsia

A principal tese defendida pela legenda, sob a assinatura de Carlos Lupi, é a obrigatoriedade do voto secreto. O partido argumenta que a votação aberta, utilizada na sessão da última sexta-feira (17), fere princípios constitucionais básicos.

  • Voto Nominal vs. Voto Secreto: O PDT sustenta que o voto aberto compromete a independência dos parlamentares e viola a simetria com as regras federais.
  • Pedido de Inconstitucionalidade: A ação busca não apenas anular o pleito recente, mas proibir definitivamente o uso do voto aberto em eleições internas da Casa, citando a necessidade de preservar a moralidade e a separação dos poderes.

O Contexto da Sucessão Fluminense

A presidência da Alerj assumiu um papel estratégico devido à vacância no Poder Executivo estadual. Entenda a linha sucessória atual:

  1. Vacância no Governo: Após a renúncia de Cláudio Castro, o estado ficou sem vice-governador (Thiago Pampolha migrou para o TCE-RJ) e sem o presidente anterior da Alerj (Rodrigo Bacellar, atualmente licenciado).
  2. Governo Interino: No momento, o estado é chefiado pelo presidente do Tribunal de Justiça (TJRJ), Ricardo Couto de Castro.
  3. Mandato-Tampão: O STF já possui maioria de votos para que a escolha do novo governador até o fim de 2026 ocorra via eleição indireta (feita pelos deputados). Se a eleição de Douglas Ruas for mantida, ele se torna o favorito para assumir o Palácio Guanabara como governador-tampão.

Impasse no Judiciário

Apesar do avanço nas discussões sobre o modelo de eleição para o governo, o processo no STF está paralisado. O ministro Flávio Dino solicitou vista dos autos, o que suspendeu o julgamento por tempo indeterminado.

Enquanto o Supremo não decide sobre o mérito da ADPF do PDT e sobre o formato da sucessão estadual, o Rio de Janeiro permanece sob gestão interina do Judiciário, aguardando a definição sobre quem conduzirá o estado até dezembro de 2026.


Resumo dos Dados Técnicos

ItemDetalhe
Ação JudicialADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental)
AutorPDT (Presidente Nacional: Carlos Lupi)
AlvoEleição da Presidência da Alerj (Douglas Ruas)
Placar da Eleição44 votos a favor e 1 abstenção (45 presentes)
Status AtualAguardando decisão do STF / Pedido de vista de Flávio Dino

Fonte: Agência Brasil

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