
Redação – Neste domingo (26/04), o cenário urbano de Manaus foi o palco de uma agenda que uniu política e raízes culturais. David Almeida, presidente estadual do Avante e pré-candidato ao Governo do Amazonas, percorreu corredores históricos da cidade para acompanhar os preparativos das famosas “Ruas da Copa“, reforçando a importância da organização comunitária como cartão-postal do estado.

O Berço da Tradição
A jornada teve início na Rua General Glicério e seguiu para a emblemática Santa Isabel, na Praça 14 de Janeiro. Com mais de 40 anos de história, o local é um símbolo de resistência cultural, onde a ornamentação surge do esforço direto dos moradores.
“A força dessas comunidades é independente. Fui recebido para um café da manhã e pude sentir de perto o orgulho de quem faz a festa acontecer há décadas. Faltam 46 dias para o Mundial, mas o sentimento de união já tomou conta”, pontuou David.

Turismo e Mobilização no Morro da Liberdade
No Morro da Liberdade, especificamente na Rua 24 de Agosto, o ritmo das obras de decoração impressiona. Para Almeida, essa mobilização vai além do futebol: é uma ferramenta poderosa de promoção turística. Ele destacou que a resiliência e a hospitalidade do manauara são os verdadeiros motores que transformam bairros inteiros em centros de visitação.
Do Bairro para o Museu
O encerramento da agenda ocorreu na Rua 3, no Alvorada 1, local que recentemente elevou o status da cultura popular amazonense. Uma fotografia da rua, capturada por Tárcio Melo, passou a integrar o acervo do Museu do Futebol, em São Paulo, após se destacar em um concurso nacional.
Ao celebrar essa conquista, David ressaltou:
- A valorização do detalhe em cada bandeira e pintura.
- O reconhecimento nacional de uma estética que é única do Amazonas.
- O papel da arte e da fotografia em eternizar o esforço coletivo da periferia.
Análise: Mais que um Evento Esportivo
A visita de David Almeida busca conectar sua imagem a um movimento que nasce “de baixo para cima”. Ao prestigiar as ruas decoradas, o pré-candidato sinaliza que sua agenda de governo prioriza a identidade local e o pertencimento, enxergando a cultura espontânea não apenas como lazer, mas como um ativo estratégico para a projeção do Amazonas no cenário internacional.
