Brasil é o grande protagonista dos Prêmios Platino com vitórias históricas de Kleber Mendonça Filho e Wagner Moura

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Foto: Divulgação/ Prêmio Platino.

Redação – O cinema brasileiro reafirmou sua potência global na 13ª edição dos Prêmios Platino, realizada em Cancún, no México. A noite de sábado (9) foi marcada pelo domínio de O Agente Secreto, que consolidou sua trajetória de sucesso ao levar quatro das principais estatuetas da cerimônia, incluindo a de Melhor Filme.

O marco histórico de Wagner Moura

Pela primeira vez na história da premiação, um brasileiro conquistou o troféu de Melhor Ator. Wagner Moura, que interpreta o professor perseguido pela ditadura em O Agente Secreto, foi o grande homenageado. Mesmo ausente por compromissos profissionais na Espanha, Moura enviou um discurso lido pelo diretor Kleber Mendonça Filho, destacando o orgulho de ver o Brasil integrado à cultura ibero-americana.

O ator, que já havia vencido a categoria por voto popular dias antes, dedicou a vitória a Mendonça — parceria que deve se repetir em breve, já que o diretor confirmou o convite para um próximo projeto com o artista.

Domínio técnico e narrativo

Além do prêmio de atuação, a obra de Kleber Mendonça Filho faturou as categorias de:

  • Melhor Direção
  • Melhor Roteiro
  • Melhor Filme de Ficção

Somando-se aos prêmios técnicos anunciados previamente (Direção de Arte, Música e Montagem), a produção encerra sua jornada no Platino com um impressionante total de oito troféus.

“O cinema é um poderoso instrumento para narrativas cheias de poesia e verdade, especialmente em um momento onde a realidade é manipulada”, declarou Kleber Mendonça ao receber as estatuetas.


Documentário e Séries: O Brasil além da ficção

O reconhecimento ao audiovisual brasileiro não parou no drama. Petra Costa saiu vitoriosa na categoria de Melhor Documentário com Apocalipse nos Trópicos. O longa, que analisa a relação entre religião e política no Brasil contemporâneo, superou concorrentes fortes da Espanha e do Paraguai. Brunno Pacini, produtor da obra, enfatizou o papel do gênero em transformar “traumas em memória viva”.

No segmento de streaming e televisão, a produção Beleza Fatal conquistou o título de Melhor Série de Longa Duração. A diretora Maria de Médicis aproveitou o palco para exaltar o formato da telenovela — um pilar cultural latino-americano — e prestar uma homenagem póstuma ao diretor Dennis Carvalho.

Contexto

O sucesso deste ano sucede a vitória de Fernanda Torres em 2025, mostrando uma fase de ouro para as produções nacionais no exterior. Ao todo, o Brasil contou com sete produções indicadas entre as quase 100 obras que disputaram as 36 categorias da premiação neste ano.

Fonte: Agência Brasil

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