
Redação – O Serviço Geológico do Brasil (SGB) emitiu um novo sinal de alerta para a capital amazonense. De acordo com o último Boletim de Monitoramento Hidrológico, o Rio Negro atingiu a marca de 27,46 metros na manhã desta quarta-feira (20). O volume atual deixa o manancial na iminência de transbordar, já que a cota oficial de inundação para o município é de 27,50 metros.
A subida contínua do rio reflete o período sazonal de cheias na Região Norte, intensificado pelo volume expressivo de chuvas que tem caído sobre a bacia amazônica nas últimas semanas. Segundo os técnicos do SGB, a tendência é que as águas continuem subindo de forma gradual nos próximos dias.
Panorama das Águas: Como estão os outros rios da região?
O monitoramento do SGB mostra que o comportamento de enchente não se restringe a Manaus. Outras calhas importantes da região apresentam dinâmicas distintas:
- Rio Solimões (Manacapuru): Situação mais avançada. O rio já superou a cota de inundação (18,20 m) e alcançou a marca de 18,32 metros. O próximo limite crítico é a cota de inundação severa, estipulada em 19,60 metros.
- Rio Amazonas (Itacoatiara): Registrou 13,41 metros e caminha para atingir a cota de alerta (13,50 m), um comportamento considerado dentro da normalidade para esta época do ano.
- Rio Madeira (Porto Velho): Segue na contramão dos demais. Com 12,90 metros, o nível está bem abaixo da cota de alerta (15 m) e a previsão é de vazante para as próximas semanas.
Projeções e Risos de Transbordamento
O cenário atual acende o alerta para as autoridades e moradores de áreas ribeirinhas. O avanço do chamado “pulso de cheia”, combinado com o solo já saturado pela água das chuvas, eleva significativamente o risco de transbordamentos severos, especialmente nas bacias do Purus e do próprio Rio Negro.
Previsão para o Pico da Cheia: Os modelos hidrológicos e climáticos do SGB indicam que o nível máximo das águas na calha principal do Rio Amazonas deve ser alcançado entre os meses de junho e julho, período em que a situação deve começar a se estabilizar.
O órgão ressalta que as projeções dependem de variáveis climáticas naturais e que o monitoramento em tempo real continuará sendo atualizado para orientar os planos de contingência e defesa civil na região.
Fonte: G1 Amazonas
