
Redação – A Câmara dos Deputados deu um passo decisivo na revisão da legislação trabalhista brasileira ao aprovar, em dois turnos na última quarta-feira (27), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19. O texto estabelece o fim da jornada de seis dias de trabalho por um de descanso (escala 6×1), garantindo por lei o mínimo de dois dias de folga semanais. Além disso, a carga horária máxima permitida caiu de 44 para 40 horas por semana.
A proposta avançou com forte apoio do plenário. No primeiro turno, o placar registrou 472 votos favoráveis e 22 contrários. Já na segunda rodada de votação, o texto recebeu o aval de 461 parlamentares, enquanto 19 mantiveram a rejeição.
Concentração regional dos votos contrários
Um dado relevante da votação é o isolamento geográfico da oposição ao projeto. Dos 26 estados e do Distrito Federal, representantes de apenas cinco unidades da federação registraram votos contra a medida em algum dos turnos: Roraima, Maranhão, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
A bancada catarinense chamou a atenção por concentrar o maior volume de votos contrários à mudança na jornada laboral.
Quem votou contra a proposta?
Em conformidade com a transparência pública e o registro oficial da sessão, os parlamentares que se posicionaram contra a PEC (computados ambos os turnos) foram:
- Maranhão: Paulo Marinho Jr (PL)
- Novo Progresso / Missão / União / PSD (São Paulo): Adriana Ventura (Novo), Fausto Pinato (União), Kim Kataguiri (Missão), Ricardo Salles (Novo), Rosangela Moro (PL).
- Rio Grande do Sul: Bibo Nunes (PL), Lucas Redecker (PSD), Marcel van Hattem (Novo), Mauricio Marcon (PL), Sérgio Turra (PP).
- Roraima: Nicoletti (PL).
- Santa Catarina: Carlos Chiodini (MDB), Caroline de Toni (PL), Daniel Freitas (PL), Daniela Reinehr (PL), Fabio Schiochet (União), Gilson Marques (Novo), Julia Zanatta (PL), Pezenti (MDB), Ricardo Guidi (PL), Zé Trovão (PL).
Fonte: Agência Brasil
