Em Manaus, Augusto Cury aponta Zona Franca como maior exemplo global de conservação ambiental

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Redação – Durante o cumprimento de uma série de compromissos políticos na capital amazonense nesta quinta-feira (4), o pré-candidato à Presidência da República pelo partido AVANTE, Augusto Cury, saiu em defesa do fortalecimento do modelo Zona Franca de Manaus (ZFM). Para o prefeiturável, o polo industrial não é apenas o motor financeiro da região, mas também o principal escudo ecológico do estado, sendo diretamente responsável por manter mais de 95% da cobertura florestal nativa intacta.

“Temos de defender o que já está dando certo para ter o Brasil dos nossos sonhos. Um Brasil que soma e não um Brasil que divide. O Brasil do pacto nacional”, declarou Cury.

O evento serviu como ponto de encontro com a cúpula do AVANTE no Amazonas, reunindo o presidente nacional da sigla, Luís Tibé (MG), além de lideranças regionais de peso, como Davi Almeida (pré-candidato ao Governo do Estado), Renato Júnior (prefeito de Manaus), David Valente Reis (presidente da Câmara Municipal) e postulantes às vagas de deputados estaduais e federais.

Os Principais Pontos Defendidos por Cury:

1. O Retorno Financeiro e Ecológico da ZFM

Cury desmistificou a visão de que a Zona Franca vive apenas de subsídios, apresentando dados sobre o retorno tributário do modelo. Segundo ele, para cada R$ 1,00 investido em incentivos fiscais na região, o polo devolve entre R$ 1,30 e R$ 1,40 aos cofres da União.

O pré-candidato classificou as fábricas locais como “indústrias limpas”, que unem viabilidade econômica, responsabilidade social e respeito ao ecossistema. Ele ainda defendeu a modernização tecnológica do parque fabril nacional — com foco em inteligência artificial e robótica — para superar o fim do bônus demográfico e elevar a produtividade do país.

2. Atração de Capital Estrangeiro e Juros Civilizados

Criticando o histórico de abandono do setor manufatureiro nacional, Cury propôs a criação de uma secretaria executiva voltada exclusivamente para a captação de recursos externos. A meta seria atrair entre US$ 100 bilhões e US$ 200 bilhões para o Brasil, possibilitando linhas de crédito com taxas de juros que orbitem entre 5% e 6%. Esse plano de financiamento seria estendido não apenas à indústria, mas também aos setores de serviços e ao agronegócio.

3. Fomento ao Microempreendedorismo no Amazonas

Ao se referir à população do Amazonas — estimada em 4,3 milhões de habitantes —, Cury lamentou o isolamento geográfico do estado em relação ao restante do país, mas exaltou a dignidade do povo local.

Como proposta de descentralização econômica, ele apresentou o projeto de financiar 100 mil microempresas a juros baixos para cada grupo de 2 milhões de habitantes. O objetivo macro do presidenciável é impulsionar a abertura e o sustento de pelo menos 10 milhões de micronegócios em todo o Brasil no decorrer dos próximos 8 a 10 anos, reduzindo a dependência exclusiva das grandes corporações.

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