
Redação – Uma grande radiografia na educação de base acaba de começar em Manacapuru. O município foi escolhido como ponto de partida no Amazonas para uma auditoria operacional que quer entender, na prática, o que está funcionando e o que precisa mudar nas salas de aula dos anos iniciais do ensino fundamental.
A ação faz parte de um mutirão nacional liderado pelo Instituto Rui Barbosa (IRB), que mobiliza Tribunais de Contas por todo o país para identificar os gargalos e as soluções que impactam o aprendizado das crianças.
O foco não é punir, é evoluir
Conduzida localmente pelo Departamento de Auditoria em Educação (DEAE) do TCE-AM, a fiscalização segue a diretriz da conselheira-presidente Yara Amazônia Lins de atuar de forma colaborativa com os municípios.
“Investir na educação é investir no futuro do nosso estado. O Tribunal tem atuado de forma próxima aos gestores para identificar desafios e apoiar soluções que garantam uma aprendizagem de qualidade”, destacou a presidente.
A equipe em campo — liderada por Adrianne Freire (chefe do DEAE), ao lado da auditora Monique de Andrade Almeida e da técnica France Clayre Melo — reforça que o papel do órgão vai muito além de fiscalizar números. O objetivo é mapear por que algumas redes municipais enfrentam dificuldades e, em contrapartida, destacar e replicar os bons exemplos que já dão certo.
Da teoria à realidade: o raio-X das escolas
Para garantir um diagnóstico fiel à realidade local, as equipes não vão ficar presas aos gabinetes. O plano de ação inclui:
- Visitas de campo: Ida a escolas das zonas urbana e rural.
- Contraste metodológico: Avaliação de unidades com diferentes realidades, cruzando dados daquela com o maior Ideb e da que possui a menor nota.
- Diálogo direto: Entrevistas com a Secretaria Municipal de Educação e Cultura (Semec) e análise minuciosa de documentos.
Os auditores estão de olho em fatores cruciais para o sucesso dos alunos, como o suporte pedagógico contínuo, a capacitação dos professores e a aplicação de avaliações de diagnóstico (aquelas que medem o nível real do estudante antes de avançar o conteúdo).
Próximos passos
Manacapuru é apenas o começo: outros cinco municípios do Amazonas também passarão pelo mesmo pente-fino.
Ao final das inspeções, todo o material coletado será transformado em um relatório técnico com recomendações práticas para os gestores. Além disso, as informações do Amazonas vão alimentar um grande banco de dados nacional. A ideia é criar um mapa comparativo de soluções, permitindo que boas ideias de um estado inspirem melhorias na alfabetização de crianças por todo o Brasil.

Fonte: Tribunal de Contas do Estado do Amazonas
