Azul da Cor da Origem: Caprichoso Inaugura o Festival de Parintins 2026 com Manifesto de Resistência e Tradição

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Foto: Junio Matos/A CRÍTICA. O Boi Bumbá Caprichoso chegou na arena do Bumbódromo erguido por um guindaste junto com outros itens da agremiação.

Redação – A arena do Bumbódromo se vestiu de azul e nostalgia na noite desta sexta-feira (26). Dando o pontapé inicial ao 59º Festival Folclórico de Parintins, o Boi Caprichoso cruzou a arena pontualmente às 20h30, transformando o espetáculo “Brinquedo que canta o seu chão” em uma verdadeira ode à ancestralidade. O primeiro ato da noite, intitulado “Parintins – o chão de origem”, mergulhou fundo nas raízes e nas memórias da ilha tupinambarana.

A noite começou com grandiosidade celestial: descendo do alto em um móbile imponente, o apresentador Edmundo Oran e o levantador de toadas Patryck Araújo foram os primeiros a se apresentar aos jurados, incendiando a galera azulada.

“Se a dor da opressão, meu bioma chorar. Como um canto de resistência, eu escolhi brincar…”

Foto: Junio Matos/A CRÍTICA. Da esquerda para a direita, Edmundo Oran, Patryck Araújo e a personagem Mãe Catirina participam da abertura do espetáculo do boi Caprichoso na arena do Bumbódromo.

O prólogo, recitado com emoção por Oran, ditou o tom do manifesto do bumbá: uma mistura de afeto, resistência e esperança. Logo em seguida, Patryck Araújo assumiu as rédeas musicais, costurando o passado e o presente do Caprichoso ao som de clássicos e novidades, como “Chegada do Meu Boi” (2010), “Pode Avisar” (2023) e o hit atual “É Hoje” (2026).

Foto: Junio Matos/A CRÍTICA. Ao fundo, a galera do Caprichoso, representando o Item 19.

Arte, Identidade e os Bairros Tradicionais

O espetáculo ganhou ainda mais corpo com a chegada da Figura Típica Regional, assinada pelos artistas Pedro e Paulo Pimentel. Batizada de “O Brincador de Boi-Bumbá de Parintins”, a alegoria prestou uma justa homenagem ao povo humilde e guerreiro dos bairros da Francesa e Palmares.

Foto: Junio Matos/A CRÍTICA. O tripa do Boi Caprichoso, Edson Azevedo Junior, antes de evoluir com o bumbá azulado.

Foi desse cenário de pura identidade amazônica que emergiu o Amo do Boi, Caetano Medeiros, pronto para defender o item com seus versos. Logo atrás, o grande protagonista da noite — o Boi Caprichoso, magistralmente conduzido pelo tripa Edson Azevedo Junior em seu segundo ano consecutivo na função — tomou a arena. Ao som da toada “Malúú Dúdùú” (2024), o touro negro evoluiu com garra, fechando com chave de ouro o primeiro bloco de uma jornada que promete ser histórica.

Foto: Junio Matos/A CRÍTICA

O que você achou dessa pegada mais artística e narrativa? Se quiser, posso ajustar para um tom ainda mais focado em redes sociais ou crítica cultural!

Fonte: A CRÍTICA

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