Dólar tem nova queda e renova menor valor do mês a R$ 5,07; Ibovespa opera no zero a zero

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Foto: Planeta 92 (Reprodução)

Redação – Em um dia marcado pelo encarecimento do petróleo no mercado global, a moeda norte-americana engatou mais um dia de recuo frente ao real, fechando esta terça-feira no menor patamar em mais de 30 dias. Por outro lado, a Bolsa brasileira (Ibovespa) trabalhou sem uma direção definida e encerrou a sessão virtualmente parada, registrando seu quinto pregão consecutivo sem altas expressivas.

Entenda o que movimentou os mercados, os principais motivadores e o impacto nas ações brasileiras.

Por que o dólar caiu?

Duas forças principais sustentaram a valorização da moeda brasileira durante o dia:

  • Aceleração das commodities: A escalada do petróleo favorece diretamente países exportadores como o Brasil, injetando capital no mercado local e fortalecendo a moeda interna.
  • Atratividade dos juros: A taxa Selic em patamares elevados segue sendo um chamariz para o capital estrangeiro. Esse cenário estimula operações financeiras em que investidores pegam dinheiro emprestado no exterior (com juros baixos) e aplicam no Brasil para rentabilizar na diferença das taxas (carry trade).

Mesmo com um cenário internacional volátil — impactado por rusgas comerciais entre EUA e Canadá e desdobramentos geopolíticos envolvendo EUA e Irã —, o mercado de câmbio por aqui seguiu um rumo firme, garantindo ao real o segundo melhor desempenho do dia entre os países emergentes.

Termômetro do Dia: Os Números do Fechamento

IndicadorCotação / PontuaçãoVariação do DiaDesempenho no Ano
Dólar ComercialR$ 5,073-0,31%-7,57%
Ibovespa173.325 pontos-0,03%Sem variação substancial
Petróleo BrentUS$ 91,01 / barril+2,00%Em alta contínua
Petróleo WTIUS$ 84,34 / barril+2,25%Em alta contínua

Petrobras segura o baque, mas Bolsa anda de lado

O Ibovespa flutuou entre o campo positivo e o negativo ao longo de todo o dia, encerrando praticamente empatado. O volume de negociações no pregão ficou abaixo da média do ano (R$ 17,9 bilhões), refletindo uma postura de cautela por parte dos investidores.

O que impediu uma queda maior do índice foi justamente a Petrobras. Pegando carona no salto internacional do petróleo, os papéis da estatal fecharam no verde:

  • PETR3 (Ações Ordinárias): +1,43%
  • PETR4 (Ações Preferenciais): +1,24%

O desempenho discreto do mercado brasileiro destoou das bolsas de Nova York, que registraram ganhos puxados pelas empresas de tecnologia. Por aqui, a cautela geopolítica falou mais alto.

Tensão no Oriente Médio dispara o barril do petróleo

No cenário internacional, a commodity disparou devido a crescentes preocupações com a oferta global. O estopim para a alta continua sendo a insegurança em rotas marítimas cruciais no Oriente Médio, como o Estreito de Bab-el-Mandeb, somada aos bloqueios e aos atritos militares na região do Golfo Pérsico.

Com o risco de gargalos no transporte marítimo, o mercado continuou embutindo um “prêmio de risco” no preço do barril, mantendo tanto o Brent quanto o WTI em patamares elevados.

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