Justiça Federal recebe ação do MPF por garimpo ilegal em Rondônia

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Foto: AGÊNCIA CENARIUM (Reprodução)

Redação – O Ministério Público Federal (MPF) protocolou uma ação civil pública contra dois investigados pela extração clandestina de cassiterita e cascalho em uma área pública no município de Rio Crespo, em Rondônia. O processo cobra a recuperação de pouco mais de 6,2 hectares de vegetação nativa afetada, o ressarcimento pelos minerais extraídos da União e o pagamento de R$ 200 mil em danos morais coletivos.

A Fiscalização e os Danos Identificados

A operação que revelou a infração foi conduzida em conjunto pela Polícia Militar Ambiental de Rondônia e pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam).

Durante a diligência, os agentes encontraram:

  • Uma escavadeira hidráulica em operação;
  • Cavas abertas para a extração e o beneficiamento do minério;
  • Supressão de vegetação nativa e alterações profundas no relevo do terreno, conforme laudos técnicos da Sedam.

Como desdobramento imediato, o local foi embargado, o maquinário utilizado foi apreendido e os autos de infração foram lavrados. Em consulta aos registros oficiais, a Agência Nacional de Mineração (ANM) confirmou que não havia qualquer permissão ou título minerário ativo para a exploração na região.

Exigências da Ação Civil

A petição foi encaminhada à 5ª Vara Federal Ambiental e Agrária de Rondônia. O MPF requer que os envolvidos cumpram obrigações divididas em três frentes principais:

  1. Recuperação Ambiental: Apresentação e execução de um Plano de Recuperação de Área Degradada (Prad), focado no reflorestamento com espécies nativas e na estabilização do solo, sob o monitoramento de órgãos competentes.
  2. Reparação Patrimonial: Indenização proporcional ao volume de minerais (bens pertencentes à União) retirados irregularmente do local, cujo montante exato será apurado no decorrer da instrução processual.
  3. Reparação Coletiva: Condenação ao pagamento de R$ 100 mil por réu, totalizando R$ 200 mil, em virtude do impacto gerado ao patrimônio natural amazônico.
Foto: Sede do MPF em Rondônia (Reprodução/MPF)

Esfera Criminal em Paralelo

Os réus também enfrentam uma ação penal na Justiça Federal, protocolada pelo MPF no final de junho. As denúncias englobam crimes como:

  • Usurpação de bens da União;
  • Extração mineral sem autorização legal;
  • Desmatamento em terra pública;
  • Ações que impedem a regeneração natural da flora.

Embora tramitem de forma independente, a ação penal e a ação civil pública correm simultaneamente para assegurar tanto a punição na esfera criminal quanto a reparação integral dos danos ecológicos e materiais causados à região. O caso é acompanhado pelo 2º Ofício da Amazônia Ocidental, unidade do MPF voltada ao combate a ilícitos ambientais e mineração ilegal na Amazônia.

Fonte: AGÊNCIA CENARIUM

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