Céu encoberto: Manaus registra nova onda de fumaça e alerta para a qualidade do ar

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Foto: Fumaça encobre Manaus pelo segundo dia consecutivo; qualidade do ar é considerada ruim. (Luciane Marques/Rede Amazônica)

Redação – A paisagem urbana de Manaus e de municípios vizinhos amanheceu tomada por uma densa camada de fumaça nesta sexta-feira (18). O fenômeno, que se repete pelo segundo dia consecutivo, marca a quarta ocasião em menos de dez dias em que a capital amazonense enfrenta episódios severos de poluição atmosférica neste mês de setembro.

De acordo com o monitoramento do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), vinculado à Universidade do Estado do Amazonas (UEA), a qualidade do ar oscilou entre níveis moderados e críticos em diferentes zonas da capital e em cidades da Região Metropolitana, como Manacapuru, Itacoatiara e Iranduba.

O cenário nos bairros e municípios vizinhos

As estações de medição registraram concentrações elevadas de material particulado fino ($PM_{2,5}$), parâmetro fundamental para avaliar a pureza do ar:

  • Índices críticos: No Morro da Liberdade (Zona Sul), o sensor apontou $79,3 \text{ }\mu\text{g/m}^3$, enquanto Iranduba registrou o pior índice da região metropolitana, com $85 \text{ }\mu\text{g/m}^3$, ambos classificados como péssimos.
  • Níveis ruins: Bairros como a Compensa (Zona Oeste) e o município de Manacapuru registraram marcas em torno de $52$ a $55 \text{ }\mu\text{g/m}^3$.
  • Alerta moderado: Áreas como Redenção, Nossa Senhora das Graças e Tarumã apresentaram concentrações próximas de $46 \text{ }\mu\text{g/m}^3$.

Para referência técnica, os parâmetros ambientais definem como ideal uma concentração de até $25 \text{ }\mu\text{g/m}^3$. Com 13 dos 14 sensores ativos em Manaus apontando algum grau de poluição logo nas primeiras horas da manhã, moradores relataram visibilidade reduzida — especialmente na altura da Ponte Phelippe Daou — e forte odor característico de biomassa queimada.

De onde vem a fumaça?

As causas por trás do transporte e da concentração dessa névoa envolvem fatores locais e regionais. Pesquisadores da UEA apontam uma forte correlação com focos de incêndio ativos na própria Região Metropolitana de Manaus.

Em paralelo, a Prefeitura de Manaus destaca a influência de correntes de vento em baixos níveis da atmosfera. O deslocamento de massas provenientes do sul do Amazonas, norte de Mato Grosso e Rondônia tem sido impulsionado por mudanças na circulação atmosférica, associadas ao avanço de frentes frias nas regiões Centro-South do país, canalizando o material particulado para a bacia amazonense.

Ações de combate e monitoramento

Diante do cenário, o Governo do Amazonas informou que mantém frentes integradas de fiscalização e combate ao fogo. Entre o dia 1 de junho e a última quarta-feira (16), foram contabilizados e combatidos $12.564$ focos de queimadas urbanas e florestais no estado.

As operações contam com o contingente de cerca de mil bombeiros militares e brigadistas especializados, atuando de forma direcionada em 33 municípios amazonenses considerados mais vulneráveis ao período de estiagem e propagação de incêndios.

Fonte: G1 Amazonas

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