Manaus enfrenta nova manhã sob densa névoa de fumaça e mantém pior índice de qualidade do ar no país

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Foto: Ponte Jornalista Phelippe Daou encoberta por fumaça em Manaus. (Jucélio Paiva/Rede Amazônica)

Redação – Manaus amanheceu nesta segunda-feira (12) envolta em uma densa camada de fumaça gerada por queimadas. Pelo quinto dia consecutivo, a capital amazonense registrou os piores índices de qualidade do ar em todo o território nacional, de acordo com o monitoramento da plataforma internacional IQAir.

Nas primeiras horas da manhã, por volta das 6h, o Índice de Qualidade do Ar (AQI) alcançou 195 pontos, patamar classificado como “insalubre”. A concentração de partículas finas, conhecidas como PM2.5, chegou a 123 microgramas por metro cúbico ($\mu g/m^3$).

No âmbito local, o Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), desenvolvido pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), avaliou o cenário matinal como “muito ruim”. O monitoramento regional apontou situações ainda mais críticas em pontos específicos, como no bairro Armando Mendes, onde as concentrações de poluentes atingiram a marca de $218,2\ \mu g/m^3$, sendo classificadas como “péssimas”.

Para contextualizar a escala do Selva, a qualidade do ar é considerada boa quando a concentração de material particulado fica entre 0 e $25\ \mu g/m^3$. Acima desse patamar, os indicadores avançam por diferentes graduações de alerta, que vão de moderado a péssimo.

Sobrevoo federal aponta focos no interior da mata preservada

Frente à intensificação dos incêndios no estado, uma comitiva do Governo Federal realizou um sobrevoo de inspeção nas áreas afetadas, com foco em regiões críticas como o município de Autazes.

Durante a avaliação aérea, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima identificou múltiplos focos de incêndio concentrados no interior da floresta nativa preservada, levantando fortes indícios de ação criminosa. A gravidade constatada in loco levou as autoridades a cobrarem rigor na identificação e punição dos responsáveis.

Para intensificar o enfrentamento às chamas, a União confirmou o reforço operacional com 11 aeronaves de combate — entre elas aviões do tipo Air Tractor e modelos militares C-390 —, além do envio imediato de equipes especializadas de brigadistas do Ibama para atuar diretamente no terreno.

Ações coordenadas entre esferas municipal, estadual e federal

O avanço das fumaças e das chamas levou os diferentes níveis de governo a formalizarem medidas de resposta e prevenção.

A Prefeitura de Manaus mantém em vigor o estado de atenção, decreto acionado preventivamente quando eventos de alto impacto afetam a dinâmica da cidade a curto prazo. Paralelamente, o Governo do Amazonas decretou estado de emergência, ato que foi respaldado pelo Governo Federal. Por meio do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), a situação de emergência foi oficialmente reconhecida em 36 municípios amazonenses.

De acordo com a pasta federal, a oficialização do decreto agiliza o fluxo de recursos financeiros e assegura a atuação integrada entre prefeituras, estado e União. O esforço conjunto divide-se em duas frentes prioritárias: o combate direto aos focos de incêndio e o suporte assistencial à população afetada.

Nesse contexto, equipes da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) já se encontram no estado para prestar atendimento médico e humanitário aos moradores que sofrem com os impactos respiratórios provocados pela poluição atmosférica.

Fonte: G1 Amazonas

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