Forças Armadas negam leitos vazios em unidades hospitalares de Manaus

Forças Armadas negam leitos vazios em unidades hospitalares de Manaus
Foto: reprodução.

Após serem o centro de uma polêmica em torno de possíveis leitos vazios em hospitais militares de Manaus, em plena pandemia da Covid no Amazonas, o Ministério da Defesa esclareceu, em nota enviada ao Portal Norte de Notícias, que as unidades militares possuem apenas 26 leitos de UTI, dos quais 18 estão ocupados, para atender aos 55.201 usuários, entre militares e seus dependentes, no Amazonas. 

De acordo com o Ministério da Defesa, já houve 140 óbitos de militares e dependentes, situação que, segundo a nota do órgão, evolui a cada dia em função da grande quantidade de militares contaminados. 

Por diversos dias de janeiro, a ocupação na UTI de Covid nos Hospitais Militares chegou a 100%. “Para evitar o colapso total, 33 militares foram evacuados para outros Estados, assim como vem sendo realizado com pacientes civis”, reforça a nota.

De acordo com o ministério, foram realizados 186 voos, sendo 63 para remoção de pacientes e 123 para apoio logístico de insumos médicos, totalizando 1.650 horas de voo.

O órgão reforçou, ainda, que, para atender à superlotação de seus hospitais, chegou a montar, em Manaus, dois hospitais de campanha para atender a população. “A fim de contribuir para desafogar o sistema de saúde local, aviões da Força Aérea Brasileira também já transportaram 628 pacientes para outros Estados”, diz a nota.

“As Forças Armadas transportaram um reservatório com 90 mil m³ de oxigênio, 529 tanques de oxigênio líquido, 28 usinas de oxigênio, 5.113 cilindros de oxigênio gasoso, além de 104 respiradores e mais de 10 toneladas de medicamentos.”

Força Área Brasileira

Procurada pela reportagem, a Aeronáutica respondeu que o Hospital de Aeronáutica de Manaus (HAMN) está com sua capacidade máxima, expandida em virtude do agravamento da pandemia, de 36 (trinta e seis) leitos clínicos que foram convertidos para o tratamento de pacientes positivo para a Covid, mas não são leitos de UTI.

Durante o pico de contaminação evidenciado nos meses de janeiro e fevereiro de 2021, o HAMN operou com uma ocupação média de 80% dos leitos. Além disso, nesse mesmo período, cerca de 20 pacientes em estado de saúde moderado/grave tiveram que ser transferidos para outros Hospitais da FAB. O objetivo foi não extrapolar a capacidade do Hospital de Manaus que já estava crítica.

“Assim, os hospitais militares têm estado bastante sobrecarregados. Além de tratar os militares da ativa contaminados, esses hospitais devem atender, conforme previsto em lei, milhares de militares inativos, dependentes e pensionistas, que, mensalmente, têm valores descontados em seus pagamentos para os fundos de saúde.”

Sobre o pedido de explicações do Ministério Público Federal (MPF), o Hospital de Aeronáutica de Manaus afirma que ainda não foi notificado oficialmente até o momento.

A aeronáutica ressalta, ainda, que tem realizado o transporte, do Amazonas para outros Estados, de pacientes em condição crítica de saúde em decorrência do novo coronavírus, e está dedicando permanentemente o esforço do seu efetivo e de suas aeronaves, 24 horas por dia e sete dias por semana, em atendimento às necessidades da sociedade brasileira no enfrentamento à pandemia da Covid-19.

O Exército e a Marinha não deram retorno sobre o quantitativo de leitos no seus respectivos hospitais militares.

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Fonte: Portal Norte.

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