
Redação – Ação policial na zona rural do município resultou na captura do primeiro investigado; outras três pessoas continuam sendo procuradas pelas autoridades.
Um homem apontado como participante do estupro coletivo de uma adolescente indígena de 15 anos foi preso pela Polícia Civil do Amazonas no município de Itamarati, localizado a cerca de 985 quilômetros de Manaus. Conhecido pelo apelido de “Zeca Bomba”, o investigado foi localizado na última sexta-feira (9), na comunidade Catitu, situada em uma área de difícil acesso na zona rural.
O cumprimento do mandado de prisão preventiva exigiu uma operação logística complexa. Para alcançar o esconderijo do suspeito, as equipes policiais percorreram cerca de quatro horas a pé por trechos de mata fechada. De acordo com as autoridades, o homem não ofereceu resistência ao ser abordado e colaborou com o retorno à sede do município.
O andamento das investigações
Conforme os levantamentos iniciais da Polícia Civil, o suspeito teria admitido participação no crime, embora tenha caracterizado seu envolvimento como de menor proporção. O delegado responsável pelo caso preservou detalhes específicos do depoimento para não comprometer a continuidade das diligências e a apuração integral dos fatos.
O crime ocorreu em 18 de setembro, também na zona rural de Itamarati. Dados preliminares indicam que a vítima foi embriagada pelos agressores antes de sofrer a violência sexual. A materialidade do crime foi confirmada por laudos periciais emitidos pelo Instituto Médico Legal (IML).
As autoridades tomaram conhecimento do caso após uma moradora da região relatar a circulação de vídeos da agressão em aplicativos de mensagens — um fator que, segundo especialistas em segurança e direitos humanos, agrava a exposição da vítima e viola sua privacidade.
Próximos passos
Com a captura do primeiro investigado, as diligências continuam concentradas na localização de outros três homens apontados como coautores da violência. A Polícia Civil segue em campo para esclarecer a dinâmica completa do crime, individualizar as condutas de cada envolvido e concluir o inquérito policial para posterior encaminhamento ao Poder Judiciário.
Fonte: Planeta 92
