Defesa de Bolsonaro afirma que equipe desativou arma por precaução médica

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Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO (O ex-presidente Jair Bolsonaro em imagem na prisão domiciliar, em 2025)

Redação – A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro encaminhou uma manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (17) para esclarecer a apreensão de uma pistola Glock 9mm registrada em seu nome. Segundo os advogados, a equipe de segurança do político havia retirado o percussor do armamento — tornando-o inoperante — sem o conhecimento dele, como medida de precaução devido aos efeitos colaterais de medicamentos psiquiátricos que afetam sua cognição.

Os defensores justificaram que a medida foi tomada após um episódio anterior, ocorrido em 22 de novembro de 2025, quando Bolsonaro tentou danificar sua tornozeleira eletrônica com um ferro de solda durante um período de prisão domiciliar, alegando na época episódios de alucinação.

De acordo com a petição, o ex-presidente tentou manusear a pistola recentemente e, ao notar que o mecanismo de disparo não funcionava, solicitou a um assessor de sua segurança pessoal que levasse o equipamento para manutenção. A defesa ressaltou que Bolsonaro não tem interesse em reaver a arma enquanto permanecer em regime domiciliar.

Apreensão em Bloqueio Policial

O armamento foi retido na madrugada da última segunda-feira (15) pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) durante uma fiscalização na rodovia DF-001, na altura de Taguatinga.

  • O Condutor: O veículo oficial era dirigido pelo militar Estácio Leite da Silva Filho, que atua na segurança pessoal do ex-presidente.
  • O Motivo da Retenção: Embora o sistema do Exército confirme que a arma está regularmente registrada no nome de Bolsonaro, o Certificado de Registro de Arma de Fogo (Craf) não estava no veículo no momento da abordagem.
  • Procedimento: O militar foi conduzido à 21ª Delegacia de Polícia para prestar esclarecimentos, onde reiterou que apenas transportava o objeto para reparos, sendo liberado em seguida. O caso segue sob investigação da Polícia Civil do DF.

Contexto Jurídico do Ex-Presidente

Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de reclusão. Desde o dia 24 de março deste ano, ele cumpre prisão domiciliar humanitária, concedida pelo ministro Alexandre de Moraes por um prazo inicial de 90 dias, para tratamento de uma broncopneumonia.

Posicionamento das Instituições

Polícia Militar do DF (PMDF): Confirmou a abordagem ao veículo oficial e informou que a condução à delegacia ocorreu porque o motorista portava, além de sua arma funcional, uma segunda pistola sem a documentação obrigatória em mãos. A apuração sobre a regularidade do item caberá às autoridades policiais.

Gabinete de Segurança Institucional (GSI): Esclareceu que, por força de lei, não é o órgão responsável pela segurança de ex-presidentes. O GSI destacou que os servidores que atuam nessa função são de livre escolha dos próprios ex-mandatários e não possuem subordinação operacional ao gabinete, cabendo ao GSI apenas a capacitação técnica e a avaliação desses profissionais.

Fonte: G1 Globo

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