
Redação – Candidato do PSD, que liderou a votação em 59 municípios no primeiro turno, une todos os 62 gestores estaduais e atrai parlamentares de legendas antes aliadas a outras frentes.
A campanha ao Governo do Amazonas para o segundo turno registrou um movimento de convergência administrativa e política. O candidato Omar Aziz (PSD) garantiu o apoio integral dos 62 prefeitos do Estado. Desse total, 55 já integravam sua base desde a primeira etapa do pleito, enquanto os sete gestores restantes oficializaram adesão após o encerramento da votação do último domingo (4).
Entre as novas composições estão as prefeituras de municípios estratégicos como Autazes (com o prefeito Thomé Neto), Maués (prefeita Macelly Veras), Barcelos (prefeito Radinho Alves), Borba (prefeito Toco Santana) e Manicoré (prefeito Lúcio Flávio). Paralelamente, a base de sustentação parlamentar foi expandida com a chegada de deputados eleitos por legendas como União Brasil, Avante e Agir, partidos que compunham outras coligações na fase anterior.



Dimensão administrativa e descentralização
Para Omar Aziz, que encerrou o primeiro turno com 841.846 votos (40,63% dos válidos) e maioria em 59 cidades, a união institucional com as administrações municipais cumpre um papel prático de gestão, indo além da conjuntura eleitoral.
“A articulação municipal também tem uma dimensão administrativa. A ideia é aproximar as decisões estaduais das necessidades específicas de cada município, evitando que políticas públicas sejam executadas de maneira uniforme em territórios com realidades distintas”, pontua o candidato.
Alinhamento com Manaus
Na capital, o cenário de apoios ganhou reforço na segunda-feira (5) com a adesão do prefeito de Manaus, Renato Júnior (Avante). O entendimento prevê atuação integrada nas áreas de mobilidade urbana, saúde pública, educação e fomento ao emprego.
O candidato destaca que a complexidade do trânsito na capital exige planejamento conjunto entre o Estado e a Prefeitura, apontando para a captação de financiamentos e estruturação de projetos no primeiro dia de eventual gestão. Segundo ele, o trâmite administrativo depende de interlocução direta com o Governo Federal, viabilizada por sua trajetória prévia nos âmbitos Executivo e Legislativo federal.
“Minha experiência acumulada como governador e senador me permite conhecer as necessidades do Amazonas e os caminhos para conseguir investimentos tanto para a capital quanto para as cidades do interior, junto ao Governo Federal. Todas as medidas apresentadas durante nossa campanha são propostas possíveis de executar, com uma administração empenhada em solucionar os problemas enfrentados pela população”, conclui.

